Arquivo para Agosto, 2007

COM QUAL EU VOU?

Escolher a roupa certa para cada ocasião. Dúvida que todos temos e não vamos tratar aqui. O que nos fez escrever foram as situações inesperadas aquelas em que você sai com o gatinho novo e na hora do “vamovê” você lembra que está com aquele sutiã velho, calcinha furada, essas coisas totalmente brochantes.

Penso que a mulher deva estar preparada para qualquer coisa a qualquer momento, inclusive lavando louça, limpando casa, na academia, em qualquer lugar. Vai que o teu marido, namorado, seja lá o que for, resolve fazer uma surpresa e te pegar de jeito. Tsc Tsc. Se você estiver com algo errado, certamente vai parecer pior do que realmente é. Ou então use a técnica do “tirar-tudo-junto”. Não deixe ele perceber que você estava usando aquelas coisas vergonhosas do tempo da sua avó ou então aquele sutiã velho que arrebentou a alça e você deu um nozinho. Portanto, esteja sempre pronta. Faça uma limpa na sua gaveta e retire tudo o que for podre de lá.

E os estilos então… Cá entre nós calcinha no estilo “filtro Melitta” é de matar. É comum a gente ver aquele mulherão passando e quando vira de costas aparece a marca da calçola gigante.

Imagine você, um homem, morrendo de tesão por aquela gostosa. Depois de muito sofrimento você convence a moçoila a fazer algo mais. Você pede e ela faz um strip pra você. Começa a dançar, tirar a roupa e você ficando cada vez mais louco. Ela finalmente tira a calça e continua dançando. Vira de costas e você da de cara com aquela coisa gigantesca piscando pra você. Parece que vem aquele somzinho do Caldeirão do Huck quando alguém perde “qua qua qua quaaaaaaaaaaaaaaa”. Pronto! Você brochou. Também não é pra menos. Aquilo é deprimente. Além de deixar a bunda maior, achatada e caída, perde toda a sensualidade.

Não pense que esse tipo de coisa deve ser preocupação exclusiva das mulheres. Não mesmo. Já repararam que na hora H o homem sempre esquece de tirar as meias? E o que é pior, os que esquecem normalmente usam meia social preta: além de dar mais chulé, é algo mais brochante ainda.

Além da meia social preta breguíssima, tem aquela cueca liiiiiiiiiiinda de lycra bordô. E não é boxer!!! Ninguém merece. Até vejo aquela propaganda antiga da Zorba que aparecia um pintinho amarelinho saindo de dentro da cueca. Conseguiram imaginar a cena vexatória? Tem mais. Nada está tão ruim que não possa piorar.
Para completar a visão horrenda, é verão e o cara tomou muito sol. Macho que é macho não usa protetor, então deu aquela torrada de bermudão. Comece de baixo para cima:

- meia social preta (se chegar perto certamente tem chulé ou cheiro úmido que usou sapato o dia inteiro)

- canela vermelho pimentão do sol que pegou no final de semana

- coxa mais branca que o leite, estilo mandioca descascada

- cueca de lycra bordô, com abertura na frente

- pancinha (ahhh a pancinha) vermelho pimentão também

- rosto descando porque tinha pego sol vários dias no futebol, já estava meio bronzeado e agora, depois do sol do final de semana, está parecendo vitiligo

- orelhas saindo pelinhos de dentro

Ninguém merece!


Cá entre nós ainda bem que mulher não tem pinto senão nem guidnaste faria subir. E o que fazer nessas horas? Fingir? Aí você decide.

 

 

Comercial da Zorba dos anos 80

 

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CARA-DE-PAISAGEM

…quem nunca fez que atire a primeira pedra!

Cara-de-paisagem é um item básico para qualquer pessoa… aquela olhadinha em volta, tentando dar uma de camaleão e se misturar à paisagem a sua volta para que esqueçam que você está ali. Seja qual for o assunto em questão, cara-de-paisagem é muito útil. As vezes até é forçada, como quando sua amiga pagou o maior mico naquele barzinho e você estava ali do lado, e fez aquela cara-de-paisagem solidária, afinal, ela é mala mas é sua amiga.

Também é legal ver a cara-de-paisagem alheia. Depois que você tem certa experiência com a Cara-de-Paisagem você consegue identificar mais facilmente nos outros e até se divertir com isso. Quer ver? Você e suas amigas conversando e rindo, falando mil besteiras, até que falam do quão broxante é dar de cara com um homem de cueca e meia preta, quando você percebe, o maridão da sua amiga, que estava ali, dando uma conferida no motivo das risadas, faz aqueeeeeela cara-de-paisagem… pronto, o bonitão deve ficar pela casa de cuequinha bordô e meia preta (assunto longo e que merece detalhamento) quando não tem visitas (ok, visão do inferno, eu sei), daí vem a sua vez, a cara-de-paisagem solidária, afinal, coitadinha da sua amiga, ela que tem que encarar aquilo.

Agora vem as dúvidas. Você olha para pessoa que está paquerando e percebe que ela comeu amendoim e está com “urubu na cerca”. Vem a dívida: “aviso ou não aviso?”. Se não souber qual a melhor maneira de dizer a ela isso ou se você não tem intimidade suficiente para tirar aquele sarrão com ela, faça cara-de-paisagem. Mais tarde o “urubu vai voar” ou ela vai dar aquela olhada no espelho do elevador e vai perceber que estava se achando e na verdade estava pagando mico.

E depois?

Mesmo depois de uma cara-de-paisagem, não toque no assunto com a outra pessoa a menos que você tenha liberdade para tal. As pessoas preferem continuar achando que ninguém percebeu devido a capacidade cênica da cara-de-paisagem que você fez.

Você vai perceber que já fez cara-de-paisagem algum dia na vida e que, daqui para frente, vai adotar a cara-de-paisagem em larga escala. Vai lembrar das sábias palavras que leu aqui e vai se misturar ao fundo da paisagem naquela cena mais sem propósito da face da terra.

Pode ser que você venha a perceber que, em certos momentos, as pessoas deveriam adotar a cara-de-paisagem e ajudar a tirar você daquela situação constrangedora em que você se enfiou. Em outro, você vai pensar: “está fazendo cara-de-paisagem!” e vai perceber mais um aliado nesse mundo de situações embaraçosas.

É isso aí.

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MENTE FÉRTIL E SEUS BENEFÍCIOS PARA A HUMANIDADE

Trabalho há 7 anos com uma amiga, que frequentemente a chamo de Neeega, Mala, Maleta. Temos algumas afinidades, dentre elas: mente fértil. Por sugestão dela, resolvemos registrar as nossas elocubrações, nossas abstrações do óbvio que normalmente são ditas e esquecidas. Todas com muita criatividade, fundamento, que estão aí e normalmente a gente não percebe.

Vamos começar pelo princípio básico do básico para que vocês entendam o porquê do MEIAHORINHA.

Vocês já repararam no nível de perturbação que as pessoas se encontram? Pois bem, a característica comum a essas pessoas nos faz constatar que as mulheres sofrem de HIPOVAROSE. Ok, ok. Você não entendeu? Atualmente esse é um termo já difundido e que escutei pela primeira vez há uns 9 anos.

HIPO – pouco ou falta de

VAROSE – vara

Se uma pessoa está HIPOVARÓTICA, ela tem sintomas muito peculiares como: respostas mais agressivas, explosões fáceis, reclamações constantes, estão prestes a espancar o primeiro que disser “bom dia”, arrumam confusão em tudo, são de certa forma teimosas, encrenqueiras, briguentas, frustradas. Pois bem, essa mulher está precisando, sem dúvida alguma, em resolver o problema gravíssimo e que pode se tornar crônico.

A HIPOVAROSE é o que nos chamamos de “doença das mulheres”. A equivalência nos homens pode ser a HIPOXONGOSE, HIPOBUÇOSE, HIPOXECOSE. Como não é um nome tão pertinente quando ao da versão feminina, trataremos a HIPOVAROSE de forma genérica tanto para homens quanto para mulheres.

Para resolver esse mal que atinge a humanidade e cresce assustadoramente a cada dia, nós costumamos dizer que a pessoa deve “dar MEIAHORINHA de rrraaaaabo (isso mesmo, tudo junto pois quando falamos fica “meiorinha”). Reparem que o rabo deve ser dito com muita convicção e entonação. O “erre” deve ser pronunciado com a língua tremendo no céu da boca por uns instantes e o “a” deve ser sustentado por alguns segundos para que o rabo fique bem caracterizado. Em breve colocaremos um áudio demonstrando a entonação ideal a ser dada para que você colabore com a saúde física e mental de alguém ao mandar ela dar o rabo para se acalmar.

Como vai ser rotina utilizar a frase “vai dar meiahorinha de rrraaaaabo que passa”, criamos uma sigla para isso: VDMRP que podemos pronunciar “vedemerrepê”.

Esperamos que gostem das fUTILIDADES as quais escreveremos aqui. Sem dúvida nenhuma você irá encarar a vida de forma mais suave e ver que apenas ao dizer para a pessoa enferma VDMRP, o teu dia já está ganho (e se ela for, o dia dela também estará ganho)

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